domingo, 22 de janeiro de 2012

PLEURATO III (205-181 a.C.)

Pleurato III (Πλευράτος em grego antigo; governou em c. 205-181 a.C.) foi um rei da Ilíria do Reino Ardieu. Pleurato era o filho de Escerdilaidas e sobrinho do poderoso rei Agron da Ilíria. Ele tinha o mesmo nome de seu avô, Pleurato II, e Gêncio seu filho foi o último rei do Estado Ardieu, desconsiderando-se Balaio, que não é totalmente confirmado pelas fontes. Pleurato continuou a política pró-romana de seu pai, ainda mais decididamente, tanto que sua lealdade a Roma era bem conhecida, até mesmo por outros líderes ilírios. Ele conseguiu estender as fronteiras do Estado Ardieu no sul, quando ele foi recompensado com as terras anexadas por Filipe V, rei da Macedônia. Por causa de sua lealdade para com os romanos, Pleurato III ganhou grande destaque em seu tempo.
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Representação de um guerreiro ilírio em um monumento
Pleurato está listado entre as partes no Tratado de Fênice em 205 a.C., o qual selou a paz entre Roma e seus aliados e a Macedônia e seus aliados. Os ilírios ardieus lutaram ao lado de Roma. Há evidências de que Pleurato pode ter reinado com seu pai como corregente antes de 205 a.C. Ele pode ter se preparado para seu futuro como único rei do Estado Ardieu. Por volta de 200 a.C. Pleurato era o único governante quando ele apareceu na sede romana em Dassaretia oferecendo ajuda para auxiliar a expedição contra a Macedônia, que encontrava-se novamente em guerra contra Roma (Segunda Guerra Macedônica, 200-197 a.C.). O cônsul romano P. Sulpício Galba recusou a oferta, mas prometeu buscar ajuda de Pleurato quando o seu exército estivesse na Macedônia. Pleurato foi aliado de Bato da Dardânia, e ambos invadiram a Macedônia em 199 a.C. Embora Pleurato tenha invadido os territórios de Filipe V pelo menos uma vez, a sua contribuição para a vitória romana em 197 parece ser mínima. Foi principalmente Bato que causou danos nos macedônios e tornou-se uma ameaça maior para as suas fronteiras do norte.
File:Macedonia and the Aegean World c.200.png
A Macedônia e adjacências em 200 a.C.
No entanto, em 196 a.C. Pleurato foi recompensado com a posse da região estratégica de Lincéstide, que estava em mãos dos macedônios por quase dois séculos após a derrota de Bardilis, rei dos ilírios dardânios, em 358 a.C. Ao Estado Ardieu também foi dado o controle sobre os ilírios partinos, antigos aliados romanos no vale Shkumbin e cidades na Ilíria que tinham sido subjugadas por Filipe. Inicialmente Pleurato talvez tenha recebido algumas regiões antes controladas pelo Estado Ardieu e anexadas por Filipe , embora isto não seja certo. Essas concessões de terras colocaram sob o controle de Pleurato a rota para atacar a Macedônia a partir do oeste, mas a intenção romana era mais para negar o controle pela Macedônia dessas regiões do que sinal de seu respeito para com Pleurato. A Bato, por outro lado, cuja ação foi mais decisiva para a vitória romana do que a ajuda de Pleurato, não foi dado nenhum ganho territorial, tais como a Peônia que os dardânios há muito desejavam.
Vale do rio Shkumbin, onde outrora habitaram tribos ilírias
Por volta de 189 a.C., segundo o historiador Políbio, Pleurato III foi considerado como um dos mais ideais reis clientes dos romanos. No mesmo ano o rei Eumenes II de Pérgamo, um aliado de longa data dos romanos, queixou-se no Senado que Pleurato não merecia o aumento de seu poder na Ilíria. Eumenes insistiu que Pleurato realmente não fez nada pelos os romanos, sendo seu único mérito o fato de que ele não causou qualquer dano a Roma. Seja como for, Pleurato tornou-se famoso por aquilo que ele tinha ganhado a partir de sua lealdade para com romanos, e Políbio relata que em troca de não ter feito nada (de prejudicial aos romanos) ele foi feito o maior dos governantes da Ilíria. Pleurato também teve os dálmatas, no norte da Ilíria, sob seu controle, os quais mais tarde obtiveram a sua independência quando Gêncio subiu ao trono.
Fundibulário ardieu
Parte da autoridade de Pleurato, ou a maioria de fato dela, foi baseada em uma frota relativamente forte de lembi (navios leves). A Pleurato era permitido pilhar e devastar a costa da Etólia com sessenta lembi por volta de 189 a.C., mas não obteve ganhos de territórios. Isto foi, sem dúvida, feito com o conhecimento dos romanos ou mesmo em seu nome. Em 181 Pleurato morreu e foi sucedido por seu filho, Gêncio. Ao contrário de Pleurato, Gêncio desenvolveu más relações com Roma e, finalmente, lutou contra ela na Terceira Guerra Ilírica. Pleurato teve três filhos, Gêncio e Plator, enquanto Caravâncio foi apenas o filho de sua esposa Eurídice.

FONTE:
http://en.wikipedia.org/wiki/Pleurato_III

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